O Boteco do Neco tem claro e em destaque no site para funcionários, clientes e amigos entenderem as ações de sustentabilidade praticadas pela empresa, desde 2014. Dentre elas,  boas práticas são adotadas no estabelecimento, como: coleta seletiva e manejo correto de dejetos, economia dos recursos naturais e descarte correto de óleo, entre outras ações. Inclusive nesse mês de outubro iniciamos uma campanha estimulando nosso cliente a não descartar óleo em casa e sim trazer para que nós façamos a destinação correta, pode guardar e trazer numa garrafa Pet. Lembre-se que 50 mg de óleo provocam a poluição de mais de 25 mil litros de água. 

Outra ação, nós orgulhamos de não desperdiçar alimentos e aproveitá-los 100% no cardápio. Temos uma engenharia de cardápio. com fichas técnicas que promovem essa economia de ingredientes. O Bolinho de feijoada, é um exemplo. A Feijoada que servimos aos sábados é armazenada e transformada em bolinhos, que inclusive são nosso carro chefe e assim o cardápio todo tem uma combinação de ingredientes, temperos, que se misturam.

Uma *Matéria disponível na íntegra na Revista Bares & Restaurantes nº92, retrata:

Gastronomia sustentável começa a ganhar o mercado brasileiro e modifica a conduta e o cardápio de bares e restaurantes

A sustentabilidade é um eficaz e rentável modelo de negócio que gera benefícios socioeconômicos e ambientais a todos os empresários. No setor de bares e restaurantes isso não seria diferente e, cada vez mais, estabelecimentos gastronômicos estão adotando práticas sustentáveis, que refletem em mudanças na gestão, logística e até no cardápio dos estabelecimentos.
A chamada gastronomia sustentável está ganhando o Brasil e pode ser rentável para os estabelecimentos, visto que já atrai adeptos e consumidores. O especialista Sérgio Lerrer defende a importância do conceito para a sobrevivência do negócio. Ele que é jornalista e autor do livro “Gastronomia Sustentável”, pioneiro e único no país, afirma que há uma forte tendência do mercado nesse rumo. “É um diferencial, uma identidade. Os empreendedores, mesmo que ainda uma pequena parcela, estão atentos à demanda, à legislação e à responsabilidade socioeconômica e ambiental. Muitos restaurantes e bares tendem a ir nessa direção, pois os consumidores também valorizam a defesa do meio ambiente. No conceito gastronomia sustentável, os empresários e chefs devem ter o cuidado com a produção, origem e safras dos alimentos e resíduos gerados.”
Para inserir os estabelecimentos nesse conceito é preciso investir em equipamentos tecnológicos e adotar estratégias sustentáveis. Segundo Lerrer, para a prática da gastronomia sustentável, o empreendedor deve se preocupar com o gerenciamento da água, gás e energia, com o destino correto e diminuição de resíduos, com compras e logísticas sustentáveis, em não desperdiçar alimentos e aproveitá-los 100% no cardápio, privilegiar produtos orgânicos, sazonais e regionais e/ou com registros de procedência.
O movimento da ecogastronomia também é valorizado pelo Sebrae. “Como grande parte dos brasileiros costuma comer fora de casa, os restaurantes devem ficar atentos às tendências recentes do comportamento dos consumidores que dão preferência a uma dieta equilibrada, com alimentos provenientes de produção sustentável. Além de economizar e evitar desperdícios, esses estabelecimentos podem lucrar mais ao oferecer esse tipo de diferencial aos seus clientes”, diz o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos.


Benefícios
Os benefícios da Gastronomia Sustentável para o negócio e sociedade são muitos, segundo o especialista Sérgio Lerrer. “Promove a eficiência energética, pela preocupação com os recursos naturais e a forma de usá-los. Além disso, pode contribuir para redução de custos, com o gerenciamento desses recursos, com horta e produtos regionais. Para melhorar, pode fidelizar os clientes”, explica.
O empresário Eric Thomas se orgulha em dizer que é possível financeiramente ter um estabelecimento com selo de sustentabilidade. “É muito bacana acreditar e comprovar isso. Na construção, gastamos 17% a mais com o investimento em tecnologia e equipamentos sustentáveis e hoje fazemos uma boa economia.” Em comparação com restaurantes convencionais, o Eco House consume menos 50% de energia elétrica e 80% de água.

Fonte: Revista Bares & Restaurantes nº92

 
 

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